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Médica residente do Hemope apresenta estudo sobre os desafios diagnósticos da infecção crônica ativa pelo vírus Epstein-Barr

Encerrando sua trajetória na Residência Médica em Hematologia e Hemoterapia da Fundação Hemope, a médica Larissa Edilza de Lima Leite apresentou seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), que abordou os desafios relacionados ao diagnóstico da infecção crônica ativa pelo vírus Epstein-Barr (CAEBV).

Sob a orientação da hematologista Reijane Alves Assis, a pesquisa trouxe à discussão uma condição rara, pouco conhecida e frequentemente subdiagnosticada, mas que pode apresentar evolução agressiva. Com base na análise de dois pacientes acompanhados em um hospital do Recife, Larissa destacou as dificuldades enfrentadas pelas equipes médicas na identificação da doença.

O estudo reforça a necessidade de ampliar o conhecimento sobre a CAEBV entre os profissionais de saúde, além de estimular novas pesquisas voltadas à padronização dos critérios diagnósticos e ao desenvolvimento de terapias mais eficazes. “Nos casos analisados, os pacientes apresentavam sinais como febre persistente, aumento dos linfonodos, esplenomegalia e alterações hematológicas importantes. Esses sintomas podem estar presentes em diferentes enfermidades, o que torna o diagnóstico um grande desafio clínico”, explicou a médica.

Durante a apresentação, Larissa demonstrou que a investigação dos casos exigiu a integração de exames laboratoriais, moleculares e anatomopatológicos, além de avaliações clínicas detalhadas, para compreender a evolução dos pacientes. “Apesar dos esforços terapêuticos e da adoção de tratamentos recomendados pela literatura médica, ambos os casos evoluíram para desfechos desfavoráveis, evidenciando a gravidade da síndrome hemofagocítica associada ao vírus Epstein-Barr”, destacou.

A discussão promoveu reflexões sobre os desafios atuais da medicina diante de doenças raras e reforçou a importância do reconhecimento precoce dos sinais de alerta. Segundo a autora, a suspeita clínica continua sendo um elemento fundamental para ampliar as chances de diagnóstico em tempo oportuno e possibilitar intervenções mais efetivas.

“O diagnóstico é desafiador, e a identificação precoce de pacientes candidatos ao transplante é essencial para melhorar os desfechos. Também são necessárias a padronização dos critérios diagnósticos e a realização de mais estudos prospectivos que possam otimizar as estratégias terapêuticas”, ressaltou Larissa.

A banca examinadora foi composta pelas médicas Manuela Freire Hazin Costa, Bruna Rosa Viana de Carvalho e Rochelle Iasmyn Nunes da Rocha, que contribuíram para o debate de um tema de grande relevância para a hematologia contemporânea.

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