A 7ª Reunião Técnico-Científica do Hemope promoveu uma discussão sobre os impactos das dietas para perda de peso e preservação da massa muscular. A apresentação, realizada nesta sexta-feira (8), foi conduzida pela nutricionista do Hemope, Gabriela Floro, que apresentou resultados de um estudo com pacientes acompanhados em um período semestral e destacou a importância de estratégias mais equilibradas em tratamentos.
Durante a apresentação, a palestrante destacou que um dos maiores desafios encontrados ao longo da pesquisa foi justamente adaptar as estratégias alimentares à realidade financeira dos pacientes. Segundo ela, muitos participantes tinham dificuldade em manter as dietas propostas por limitações econômicas, especialmente em relação ao consumo de proteínas, fundamentais para a preservação da massa muscular.
“Chegava um paciente na minha frente que foi selecionado para uma dieta low carb e, quando orientávamos o consumo de carne, frango ou peixe, muitos respondiam que não tinham condições de comprar. A gente tentava adaptar com alimentos mais acessíveis, como ovo, mas mesmo assim, muitas vezes, o paciente voltava sem conseguir manter aquilo na rotina”, relatou.
Gabriela reforçou que a proposta do estudo foi justamente trabalhar dentro das condições reais de vida dos pacientes, sem excluir pessoas por dificuldades financeiras, evidenciando como fatores sociais e econômicos impactam diretamente a adesão ao tratamento e os resultados alcançados.
Outro ponto bastante discutido foi a importância de avaliar não apenas o peso corporal, mas também a preservação da massa muscular durante o emagrecimento. Foi explicado que, na prática, muitas vezes o acompanhamento acaba sendo limitado ao peso na balança, sem ferramentas mais acessíveis para monitorar se o paciente perdeu gordura ou massa muscular. Onde se enxerga a necessidade de avaliações mais empíricas, observando medidas corporais e circunferência abdominal para tentar entender se houve perda de gordura.


