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Dia da hemofilia: Tratamento evoluiu e está mudando a vida dos pacientes do Hemope

Em mais um momento especial em alusão ao Dia Mundial da Hemofilia, o Hemope reuniu pacientes, familiares, representantes de associações e profissionais de saúde para celebrar as conquistas no tratamento da doença e fortalecer o acolhimento e a troca de experiências. O encontro foi realizado nesta quarta-feira (22), no auditório Dr. Luiz Gonzaga, no Hemocentro Recife.

O evento destacou não apenas a evolução das terapias, mas também a convivência mais leve e segura dos pacientes com a hemofilia. Participaram integrantes da Associação Pernambucana de Pessoas com Hemofilia (Aphemo) e da Associação de Hemofílicos de Pernambuco (AHP), incluindo pessoas com diagnóstico recente, que puderam compartilhar vivências e esclarecer dúvidas.

A programação contou ainda com momentos de integração e homenagens. O cantor Nado Rodrigues emocionou o público com músicas de esperança e fé, enquanto pacientes e profissionais da saúde foram reconhecidos pelo papel fundamental na construção dessa nova realidade do tratamento.

Durante o encontro, a diretora de Hematologia do Hemope, Aureli Machado, destacou a mudança significativa no cenário da doença ao longo dos anos. Segundo ela, os avanços terapêuticos têm reduzido drasticamente os casos graves e as internações.

“Antes, era comum vermos pacientes com hemofilia internados em unidades de terapia intensiva, enfrentando sangramentos e diversas complicações. Hoje, essa realidade mudou de forma expressiva. Se formos à UTI, dificilmente encontraremos um paciente hemofílico internado, o que evidencia o quanto o tratamento evoluiu”, afirmou.

A diretora também ressaltou que muitos pacientes estão convivendo melhor com a doença e reconheceu a importância do trabalho das equipes de apoio da unidade hospitalar. “Muitos estão com qualidade de vida a ponto de não necessitar de hospitalização e vivem com a sensação de estarem curados. Esse progresso é resultado não apenas das medicações mais modernas, mas também do trabalho da nossa equipe multiprofissional, formada por médicos, enfermeiros, técnicos, fisioterapeutas, assistentes sociais, biomédicos e psicólogos”, completou.

A programação do evento incluiu a palestra “Diagnóstico: o primeiro passo para o tratamento”, ministrada pelas profissionais Anne Maely e Ignês Carmelita, da equipe de Coagulopatias Hereditárias do Hemope. A apresentação reforçou a importância da identificação precoce da doença, essencial para o início do acompanhamento adequado e prevenção de complicações.

Um dos destaques foi a troca de experiências entre os pacientes. Durante a roda de conversa, pacientes compartilharam histórias de superação. Entre eles, Lucas Soares, representante da Aphemo, destacou o papel do apoio familiar e da equipe de saúde em sua trajetória. “Desde cedo, aprendi a enfrentar desafios e a me comunicar sobre minhas dificuldades, inspirado pela minha mãe, que sempre me incentivou a seguir em frente, e pelos profissionais do Hemope, que me acompanham até hoje”, ressaltou.

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