(0xx) 81 3182-4600 – 3182-4648 ou Disque Doação 0800-081-1535

Funcionamento Administrativo: Seg à sex das 7h30 às 17h30
Horário para Doação: Seg a sáb (inclusive Feriados) das 7h15 às 18h30

Primeira reunião técnico-científica de 2026 aborda responsabilidade no uso de IA na saúde

A primeira Reunião Técnico-Científica de 2026, com o tema “Uso Responsável da Inteligência Artificial na Saúde”, reuniu profissionais para discutir os avanços, aplicações e desafios na sociedade contemporânea. O encontro, ministrado pelo gerente de Tecnologia, Informação e Comunicação da Fundação Hemope, Silvio Caetano de Sá,  destacou como ferramentas de inteligência artificial vêm transformando a análise de dados, o apoio à tomada de decisões e a comunicação com pacientes e profissionais.

A inteligência artificial trabalha com um volume gigantesco de informações. Atualmente, bancos de dados podem atingir petabytes de informações, reunindo exames, estudos epidemiológicos e outras informações essenciais. A tecnologia utiliza redes neurais artificiais capazes de processar grandes volumes de informação. Esses sistemas estão por trás de modelos cada vez mais sofisticados, como os LLMs (Large Language Models), capazes de interpretar e produzir linguagem natural.

A palestra apresentou três fases do uso da inteligência artificial na saúde. Na primeira fase, a IA atua principalmente na análise de dados, permitindo identificar tendências de doenças, antecipar possíveis surtos e orientar o planejamento de recursos e políticas públicas. Na segunda fase, as ferramentas passam a oferecer apoio às decisões, auxiliando profissionais na priorização de intervenções.

Já na terceira fase, a inteligência artificial contribui para a análise e tradução de informações, possibilitando a geração de comunicados, a simplificação de relatórios técnicos para linguagem acessível, a produção de materiais educativos e até a simulação de respostas para diferentes cenários.

Durante o encontro, Silvio Caetano de Sá, destacou a importância de utilizar a inteligência artificial com responsabilidade e senso crítico. “A gente precisa ter alguns cuidados, porque ela pode ser treinada com vieses e gerar informações que não estão atualizadas ou até discriminatórias. Por isso, é fundamental ter cautela. A IA deve ser utilizada como uma ferramenta de apoio ao nosso trabalho, e não como um fim para o trabalho em si”, afirmou.

A palestra ainda abordou riscos e desafios atuais relacionados ao avanço da inteligência artificial. Pesquisas indicam que 49% dos brasileiros já consultam ferramentas de IA para buscar informações sobre saúde, o que levanta discussões sobre confiabilidade e responsabilidade no uso dessas tecnologias.

Mais Notícias

Outros links